05 Dezembro 2011
Prefeitura de Santos lança o projeto Condomínio Solidário

Condomínio Solidário é o nome do projeto que a prefeitura iniciou ontem (28) para garantir mais qualidade de vida e segurança à população de idosos, que corresponde a cerca de 20% do total de habitantes da cidade de Santos.
A iniciativa consiste em capacitar porteiros de condomínios e edifícios para lidar com os moradores da terceira idade. Desta forma, problemas de saúde ou sociais podem ser rapidamente detectados pelo funcionário do prédio, que dará o devido encaminhamento.
A primeira turma do curso tem participação de 20 profissionais. Com carga horária de 12 horas distribuídas em quatro dias, o programa inclui abordagens sobre envelhecimento, primeiros socorros, ética, legislação de proteção à terceira idade, violência e acessibilidade.
A formação inclui uma vivência prática. "Enfaixamos a perna do aluno, diminuímos seu campo de visão com óculos e sua audição com algodão, e pedimos para que ele ande e se comunique. Assim, é possível sentir na pele o peso da idade", explica o professor Carlos Eduardo Erbste, do Senac, instituição parceira da prefeitura no projeto, que cede as dependências para as aulas e se responsabiliza pelo conteúdo do curso.
As aulas da segunda turma começam no próximo dia 5 de dezembro. Já no dia 16, os dois grupos se reunirão para assistir a palestra a cargo da Secretaria de Assistência Social (Seas) sobre o Estatuto do Idoso e violência contra a terceira idade. O objetivo é que os porteiros tornem-se agentes multiplicadores das informações recebidas.
Proteção
Presente ao primeiro dia de aula, o secretário de Assistência Social, Carlos Teixeira Filho, explicou que o projeto surgiu de uma preocupação da administração com idosos que vivem sozinhos. "Partiu também da informação sobre uma iniciativa similar desenvolvida em Copacabana, no Rio, onde há grande concentração de pessoas da terceira idade".
Proteção
Presente ao primeiro dia de aula, o secretário de Assistência Social, Carlos Teixeira Filho, explicou que o projeto surgiu de uma preocupação da administração com idosos que vivem sozinhos. "Partiu também da informação sobre uma iniciativa similar desenvolvida em Copacabana, no Rio, onde há grande concentração de pessoas da terceira idade".
Idosos que moram sozinhos em apartamentos desenvolvem relação mais próxima com os funcionários dos prédios. Estes, por sua vez, conhecem a rotina dos moradores e conseguem detectar se há algo errado, como, por exemplo, receber a visita de quem nunca apareceu. Percebendo sinais de problema, os profissionais podem tomar medidas de proteção.
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