29 Novembro 2011

Mão de obra eleva preços da construção civil, indica FGV


A inflação na construção civil acelerou durante o mês de novembro. O Índice Nacional de Custo da Construção - Mercado (INCC-M), que mede a evolução de preços no setor, avançou 0,50% neste mês. Se comparado à outubro, a variação é de 0,3 ponto percentual. Medido pelo Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas, o INCC-M acumula altas de 7,21%, entre janeiro e novembro, e de 7,84% na comparação em 12 meses. O cálculo dos preços para a Construção Civil corresponde a 10% do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M).
Entre os componentes do indicador, os preços de mão de obra foram os que apresentaram maior aumento de preços. Os custos com os trabalhadores do setor aumentaram 0,73% durante o mês de novembro, após subirem 0,16% em outubro.

Os preços de materiais, equipamentos e serviços seguiram o mesmo caminho, mostrando elevação de 0,27% neste mês. Em outubro, este componente apresentou avanço de 0,25%.
Entre os produtos pesquisados, as mais expressivas elevações de preço na construção civil foram apuradas em ajudante especializado, com alta de 0,81% no mês; servente, elevação de 0,95%; e pedreiro, acréscimo de 0,75%.

No sentido oposto, as mais expressivas quedas de preço foram apuradas em condutores elétricos, com retração de 1,31%; tubos e conexões de ferro e aço, queda de 0,27%); e rodapé de madeira, diminuição de 0,77%.

Nas sete capitais onde é feito o levantamento, o INCC-M apresentou as seguintes taxas: em Salvador o índice ficou estável, com variação positiva de 0,1%; em Brasília, o indicador passou de 0,14% para 2,17%; em Belo Horizonte, de 0,86% para 0,08%, a maior queda; em Recife, de 0,14% para 3,51%, o maior aumento; no Rio de Janeiro, de 0,08% para 0,13%; em Porto Alegre, de 0,15% para 0,12%; e em São Paulo, de 0,12% para 0,11%.

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